sábado, 13 de agosto de 2011

Web Série Coração&Carne - Capítulo 4









Eu treino futebol com eles todos os dias. Não existe cansaço ou chateação, afinal homem não tem disso, né? Não tenho dúvidas do que sou ou mesmo do que gosto, apenas acho que não tenho forças ainda para enfrentar uma realidade aberta. Estar com Iago e Duca, jogando e bebendo não é ruim. Eles me tratam bem e os considero meus amigos, talvez os meus melhores.

Acho curioso que o lugar onde preciso estar para me esconder é justamente o que mais tenta meus desejos ocultos. Toda aquela atmosfera de jogo é sensual e intoxicante demais em alguns momentos, mas aprendi a me controlar. Não acho que nenhum deles estaria pronto para entender estes meus desejos, que nem eu mesmo consigo. Então, simplesmente sigo suas vontades e determinações, como se fosse um deles. Embora pareça limitado algumas vezes, estar naquele grupo me faz sentir aceito, sinto-me o mais normal dos garotos, o que naquela etapa da minha vida, não há melhor sensação. Durante algum tempo, sempre me perguntava por que e até quando? Hoje não faço mais isso e mesmo sem essas respostas simplesmente vivo, sem questionamentos alguns.

Não foi algo simples, mas ganhamos o último jogo. Eu e todos os meninos merecemos cada grito de histeria que saiu da plateia. Eu, Duca e Iago bebemos muito, mais até do que poderíamos ou mesmo deveríamos.

Depois de toda aquela bebida, eu sabia o que sempre nos esperava. Marina iria estar nos oferecendo um prêmio à nossa vitória ou mesmo consolo a uma possível derrota. Não importava a ocasião, ela estaria lá. Duca e Iago aguardavam ansiosos pelo momento de receberem aqueles cuidadosos serviços. Tinha vezes onde eu achava que isso era o grande motivador para eles jogarem melhor. Não os culpo por isso, na idade que em que estamos parece que só uma coisa importa: o sexo. Ele move todos os nossos atos.

Não sei exatamente porque, mas Marina não veio a mim. Eu escolhi então sua amiga, que eu nem mesmo sabia o nome. Foi uma experiência boa, não posso reclamar, levando em conta que era com uma mulher. A amiga de Marina era diferente dela, tinha uma doçura e ternura que me agradava mais. Passamos a noite juntos, mesmo depois do sexo. Ela era uma boa companhia e senti uma grande entrega da sua parte, bem maior do que uma situação como aquela poderia requerer.

A noite foi boa, mas aquela vida com Iago e Duca era dinâmica demais. Enquanto eu tinha ficado de alguma forma tocado com a amiga de Marina, eles possivelmente nem lembravam o que tinha acontecido. Porém, sempre mantinham cumprimentos maliciosos quando se encontravam com Marina pelos corredores. Enquanto os três permaneciam com insinuações e toques exagerados, eu e a amiga dela apenas trocávamos olhares de surpresa e algumas vezes graça para os diálogos maliciosos e sem fundamento dos outros. Não entendia porque não nos falávamos, já que a vontade parecia estar em ambos. Creio que a relação dela com Marina era a mesma que a minha com eles. Éramos apenas seguidores da vontade de outros e nosso interesse existia, mas nenhum de nós tinha coragem ou interesse de mudar aquela realidade. Eu não sabia exatamente o porquê e imaginava que ela também não.

Algumas semanas se passaram e um dia recebi um recado dela solicitando um encontro. Era uma mensagem direta, mas tinha um detalhe muito especial: sua assinatura. Ali descobri o seu nome: Amanda. Eu fui ao encontro curioso e de certa forma feliz, a revelação de seu nome pareceu dar uma nova forma à nossa estranha relação.

Assim que cheguei ao lugar marcado, ela me recepcionou com um abraço demorado. Algo não estava bem, logo veio um choro inesperado e a notícia: Amanda estava grávida!


CONTINUA...




sábado, 21 de maio de 2011

Web Série: Coração & Carne Capítulo 3



Vamos ao capítulo 3, a saga toma outros rumos HAHAH


Eu fiquei lá e nada fiz. Presencie toda a violência e maldade que Marina era capaz e não movi um músculo sequer para ajudar Moly. Ela era uma menina simpática, gordinha e, claro, excluída por toda a tropa de meninas legais, que me incluía.

Todo o grupo de Moly era composto por meninas desesperadas pela tão querida fama e popularidade. Elas ficavam sem ar quando passávamos pelos corredores em nossas roupas justas e sempre provocantes. Tenho absoluta certeza que elas dariam de tudo para ser uma “carne” como éramos. É engraçado que pessoas como nós possam ser um exemplo a alguém. Eu não me sentia um.

Marina lançou todas as palavras e ofensas que pode contra Moly. Ela, sem muita defesa ou apoio, apenas escutava as agressões tomada por um choro desesperado que misturava medo e vergonha. Os meninos, que mal se recuperaram da cerveja, apenas riam e achavam graça como se fossem uma platéia sádica ao discurso cruel de Marina.

Eu não tive escolha, o caminho que havia escolhido não poderia ser mudado. Eu ri também, fui capaz de dar gargalhadas diante de uma menina que era espancada por algo pior do que punhos: as palavras. Marina gritava tão alto que qualquer um que passasse ali escutaria, era como se ela tivesse sido tomada por um ódio brutal que eu não sabia de onde vinha. Era simplesmente assustador e todo aquele medo apenas me mantinha no caminho que estava. Como se não bastante, para encerrar o espancamento moral contra Moly, ela a ofereceu aos meninos, como um pedaço de carne. Porém, todos eles estavam exaustos e zonzos com os efeitos retardados da bebida e recusaram sequer chegar perto da menina. Felipe estranhamente não se manifestou.

Com gargalhadas altas saímos dali, deixando a pobre menina ferida ao frio. Eu não olhei para trás, não tinha porque, afinal de contas eu era da tropa das meninas legais, então, deveria ser fútil. Marina saiu abraçada em Iago e Duca como se toda aquela brutalidade fosse a coisa mais normal desse mundo. Os dois, como massas de músculo e desejo que eram, nem mesmo se importavam com o que presenciaram. Possivelmente nem lembrariam, eles apenas queriam mais carícias e estímulos em seus corpos que recuperavam o vigor e o tesão. Tinha certeza de que uma segunda rodada de sexo estava por vir.

Ao meu lado, com sua mão gentilmente posta em mim estava Felipe. Ele, no entanto, não agia como os demais, nem mesmo ria. Estranhamente o toque não parecia sedento, mas acolhedor. Estava frio e aceitei o seu gesto inusitado e o abracei sugando o seu calor que continuava intenso. Ele me olhou e apenas sorriu de uma forma doce, que eu jamais pensei que pudesse sair de alguém como ele.

Marina e os demais foram para mais uma aventura sexual, Felipe levou-me até o seu quarto onde ofereceu o seu peito para eu dormir. Ele estava cansado e não queria sexo, podia sentir pela forma gentil que ele me tratou. Foi uma boa oferta e era o que eu precisava para esquecer o que houve com Moly. As palavras e a ira de Marina ainda ecoavam na minha cabeça, mas o calor radiante do peito de Felipe pareciam me ajudar a esquecer. Porque será que estar com ele parecia bom? Eu não poderia estar sentindo aquilo. Será?

CONTINUA...




domingo, 1 de maio de 2011

Web Série: Coração & Carne - Capítulo 2



Vamos ao capítulo 2, a continuação da saga (risos)...



Embora eu tenha simpatizado com o Felipe, quem se aproximou sedento foi Duca. É engraçado, pois dos três ele é quem estava como último na minha escolha. Os outros dois foram na direção de Marina, guiados apenas pelo instinto de seu fogo, que definitivamente não tinha se apagado com a bebida. Não era preciso ser nenhum gênio para descobrir as suas intenções.

Pelo menos eu fiquei com apenas um. Duca nem mesmo se deu ao trabalho de falar comigo, já chegou me alisando e me tomando contra seu corpo suado. Ele era tão grande e bruto que me fez sentir menor e completamente domada, mesmo que eu quisesse não tinha como escapar. Estranhamente aquela sensação não era ruim.

Os toques dele eram fortes e muitas vezes errados, mas irritantemente o meu corpo respondeu. Duca estava longe de ser um príncipe. Nada naquele homem bruto e egoísta lembrava o dos meus sonhos. A bebida tinha tirado dele todo o senso de vergonha ou cuidado e os movimentos de suas mãos eram brutos e diretos. Minha mente queria ter nojo dele, nojo daquela situação que me tornava um prato, uma mulher fútil.

Contudo, não foi o que aconteceu. Eu não entendia, mas o desconforto passou rápido e logo comecei a sentir um estranho e intenso prazer. Meu corpo se arrepiava aos toques másculos dele, a sua língua sedenta e descontrolada, ao calor que ele passava quando lambia minhas orelhas e a maneira como alisava meu corpo por debaixo daquelas saias. Admito que senti certo incômodo quando ele veio a mim, mas naquele momento, tudo que senti foi um desejo proibido e incontrolável. Havia algo em mim que não concordava com aquela sensação deliciosa.

Aquele desejo louco veio mesmo assim e me possuiu inteira. Fiquei fora de mim e fiz tudo com aquele homem semi-acordado que jamais tive vontade com outro. Quis que ele me possuísse de todas as formas e não senti dor ou nojo. Obviamente eu não era mais virgem, mas aquela experiência, aquele sexo foi definitivamente o mais intenso que já tive. O irônico é que Duca estava tão automático que nem lembraria. Talvez fosse melhor assim, devia ser essa a razão que fez me entregar tão inteira a um homem como aquele.

O sexo foi bom, eu não tinha como negar. Ao final dele, ambos estávamos exaustos e adormecemos tomados pela necessidade de relaxamento. Dormi sem roupa, mas aquecida pelo corpo dele que parecia não perder o calor nunca. Este foi o bastante para nos manter fora da influência do frio que tomava por completo aquele vestiário escuro.

Tive um sono sem sonhos, mas delicioso. Senti-me realizada e feliz, como poucas vezes experimentei na vida. Sabia que quando voltasse a mim a culpa viria e estragaria aquele momento, então, preferi apenas descansar.

Acordei incomodada com alguns soluços baixos, que eram como um choro. Duca estava derrubado e nada na Terra o faria levantar. Envolvi-me em uma toalha e foi em direção daqueles lamentos. Escondida atrás de uma porta e vestida como eu e Marina estava Moly, uma menina simpática e gordinha, que era um dos principais alvos das amigas de Marina. Ela olhou para mim com o rosto úmido. Não entendia o porquê dela estava ali e ainda mais vestida como nós.

De repente, lendo a sua expressão triste, entendi a razão. Ela deveria ter ouvido alguma conversa minha sobre ser “prato de jogador” com alguma das meninas. Eu sempre repetia isso a todas elas, pois queria que elas acreditassem. Precisava estar no grupo.Quando me dei conta disso, tomei-me por um terror do que Marina poderia fazer quando a visse ali. Não queria que mal algum acontecesse com ela e tinha que tirá-la dali imediatamente. Porém, antes que eu fizesse qualquer coisa, Marina surgiu acompanhada de Felipe com um sorriso debochado para Moly. Eu fiquei sem ação e Moly caiu em desespero.

CONTINUA...